sábado, 9 de maio de 2015

OSCAR ALTERNATIVO: Melhor Atriz Principal - 1930






Marlene Dietrich
O Anjo Azul
(The Blue Angel / Der blaue Engel)

Visão Geral: O sucesso imediato de O Anjo Azul em 1930 levou Marlene Dietrich e Josef von Sternberg a filmarem no mesmo ano, agora em inglês, Morocco, que deu a Dietrich sua única indicação ao óscar. Apesar de uma longa e bem sucedida carreira em Hollywood, a imagem que sobrevive de Marlene Dietrich é como a dançarina de cabaré em O Anjo Azul, papel por qual ficou tão marcada que viveu várias outras mulheres semelhantes em outros filmes. Mas a verdade é que Marlene Dietrich tem muito pouco o que fazer aqui. O filme realmente pertence à Emmil Jannings, e só pede de Marlene Dietrich um pouco de carisma, o que ela tinha. O que realmente se destaca é que Dietrich está completamente relaxada no papel, sem aquela preocupação com os enquadramentos no seu rosto e sua exacerbada vaidade, o que me fez curtir o papel mais do que deveria. Ainda assim, um trabalho superestimado.

terça-feira, 5 de maio de 2015

OSCAR ALTERNATIVO: Melhor Atriz Principal - 2010






Hailee Steinfeld
Bravura Indômita
(True Grit)

Visão Geral: 2010 foi um ano tão bom na categoria de melhor atriz principal, que o burburinho sobre a fraude de categoria que Hailee Steinfeld sofreu nem foi tão grande.  Na verdade, ela só abrilhantou um grupo de indicadas fraquíssimo, onde era a melhor entre todas. Não cheguei a amar sua performance, porque sua inexperiência é transparente, mas ela é a maior responsável por fazer o filme funcionar. Jeff Bridges faz de cada aparição sua um estresse para os ouvidos e, mesmo que a química com Steinfeld tenha funcionado, não mereceu sua indicação. O maior desafio de ambos protagonistas era o sotaque e, enquanto o de Bridges é irritante, o de Steinfeld soa natural. Assim, a jovem atriz vai carregando o filme nas costas, fazendo às intenções e os medos de sua personagem serem compreensíveis, se tornando a coisa mais interessante do filme, muito mais do que o bom e velho humor negro dos filmes dos irmãos Coen.

domingo, 19 de abril de 2015

OSCAR ALTERNATIVO: Melhor Atriz Principal - 1957






Patricia Neal
Um Rosto na Multidão
(A Face in the Crowd)
½

Visão Geral: Quase 20 anos antes de Sidney Lumet lançar Rede de Intrigas, Elia Kazan dirigiu Um Rosto na Multidão, protagonizado por Patricia Neal e Andy Griffith, com temática parecida sobre como a mídia pode afetar a vida dos envolvidos nela. A personagem de Neal na verdade é bem diferente da de Faye Dunaway, que apesar de ter a ambição de lançar uma grande estrela, não chega a ser maquiavélica, sendo uma das mais afetadas pelas consequências do sucesso de seu produto.  É a personagem alegre e entusiasmada do começo se transformando na mulher melancólica e decepcionada do final, e essa transformação é muitíssimo bem feita. Sem contar que mesmo muito sutil em sua performance, Neal conseguiu encontrar química com um Andy Griffith numa atuação mais exagerada. Realmente um belo trabalho.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

OSCAR ALTERNATIVO: Melhor Atriz Principal - 1933






Katharine Hepburn
As Quatro Irmãs
(Little Women)
★★

Visão Geral: Imagina uma atriz, que não tinha encontrado ainda o tom certo para trabalhar em filmes, interpretando um dos personagens mais famosos da literatura americana e, ainda assim, conseguindo fazer algo fascinante. É verdade que aqui vemos os mesmos exageros que incomodam na performance pela qual Hepburn ganhou seu primeiro Óscar. Aquela necessidade de falar tudo muito alto e abusar dos maneirismos foi algo que Hepburn teve que trabalhar com o tempo, mas ainda assim ela foi capaz de carregar um filme nas costas, mesmo este não sendo um veículo seu. Talvez o fato dos demais atores de As Quatro Irmãs estarem de medianos para baixo, tenha feito com que Hepburn roubasse a cena sem esforço algum. Não sei se os exageros da atriz combinam ou não com a personagem do livro, pois não o li, mas Hepburn foi capaz de criar uma personagem tão interessante que a atuação em si ficou menor do que a sua criação de personagem. Toda a trajetória familiar e romântica da personagem é divertida o suficiente, pois Hepburn a assim fez.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

OSCAR ALTERNATIVO: Melhor Atriz Principal - 1968






Claudia Cardinale
Era Uma Vez no Oeste
(Once Upon a Time in the West / C'era una volta il West)

Visão Geral: É muito comum quando um diretor de língua não inglesa vai dirigir um filme em inglês, que ele leve atores de seu próprio país para estrelá-lo.  Sergio Leone fez isso em boa parte dos seus filmes. No caso de Era uma vez no Oeste, temos os italianos Claudia Cardinale e Gabriele Ferzetti em papéis muito importantes, sendo Claudia considerada uma das protagonistas. Apesar de algumas informações darem conta que ambos são dublados por atores de língua inglesa, em geral, os atores do filme não precisam de muitos diálogos para entregarem performances gigantescas. Talvez a magia de todas essas performances, que são fascinantes, esteja exatamente no roteiro que cria pelo menos 5 dos personagens mais interessantes do cinema. Atores talentosos, caracterizações incríveis e uma das melhores direções da história fazem jus ao roteiro. A personagem de Cardinale é uma voluptuosa prostituta que chama a atenção de quase todos os homens do filme, e mesmo tendo a beleza e sensualidade exigidas pelo papel, Cardinale vai além entregando uma performance intensa e marcante.