segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

OSCAR ALTERNATIVO: Melhor Atriz Principal - 1946






Rita Hayworth
Gilda
(Gilda)
★★★½

Visão Geral: É difícil admitir, em um mundo que ama Rita Hayworth, que não amei sua performance mais aclamada. É verdade que para uma femme fatale, Hayworth tem todos os quesitos: sensualidade, beleza e uma bela voz. Acontece que, mesmo com tudo isso, talvez ela não tivesse talento o suficiente para segurar todas as inflexões vocais que uma personagem multifacetada como Gilda exige. Não que Hayworth esteja unidimensional no filme, mas ela não lê o texto com tanta destreza, nem parece tão madura na construção de sua personagem. Gilda é uma mulher que todo o homem faria tudo para ter, mas devido à beleza extraordinária e atemporal de Hayworth, porque sua atuação está num nível abaixo disso.

domingo, 7 de dezembro de 2014

OSCAR ALTERNATIVO: Melhor Atriz Principal - 1961





Anna Karina
Uma Mulher é uma Mulher
(Une femme est une femme / A Woman is a Woman)
★★★½

Visão Geral: Eu não sou o maior fã de Godard, mas admiro seu estilo. Na verdade, o que eu mais gosto em seus filmes são as atuações que, ao mesmo tempo em que são bastante realistas, não deixam de conter certo 'q' de caricatura. O maior exemplo disso é a personagem colorida de Anna Karina em Uma Mulher é uma Mulher. Com a abordagem quase adolescente do diretor, o filme traz uma figura feminina passível de paixão de homens e mulheres: bela, divertida, espirituosa, engraçada, apaixonada e profunda. Karina, favorita de Godard, entende, já em seu primeiro papel no cinema, as propostas de seu diretor e dá início a uma parceria que gerou grandes personagens femininas, a em questão, talvez a mais apaixonante.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

OSCAR ALTERNATIVO: Melhor Atriz Principal - 2000





Isabelle Huppert
A Teia de Chocolate
(Merci pour le Chocolat)


Visão Geral: A Teia de Chocolate é um filme com uma estrutura de novela. A trama, os personagens e as reviravoltas se assemelham ao de um folhetim. Isabelle Huppert interpreta a vilã da história, mas sua construção de personagem é bastante sutil. Uma mulher que fala em tom ameno até quando se desespera, que sempre anda sem tentar fazer barulho, que sorri para esconder a raiva... enfim, uma vilã traçada por esses tipos de atitude. Mas a atriz não se preocupa só com essas características de sua personagem, mas também em construir camada por camada, desvendando no final um lado mais humano de sua personagem.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

OSCAR ALTERNATIVO: Melhor Atriz Principal - 1952






Lana Turner
Assim Estava Escrito
(The Bad and the Beautiful)
★★★½

Visão Geral: Assim Estava Escrito é o maior caso de um filme Hollywoodiano da qual nunca entenderemos como não concorreu ao óscar de melhor filme. E talvez por isso mesmo a Academia tenha premiado o filme com cinco estatuetas, para compensar a bola fora. Nas categorias de atuação apenas Kirk Douglas e Gloria Grahame foram indicados, a segunda levando o prêmio de atriz coadjuvante, a menor performance feminina a ser oscarizada até hoje. Lana Turner, a que talvez fosse a mais merecedora de uma indicação por este filme, se viu boicotada, coisa que a própria alegou considerar uma injustiça, dizendo que foi sua atuação que mais merecia uma indicação. É verdade que Lana interpretando um papel que, dizem alguns, foi inspirada nela mesma, está deslumbrante e garante diversas e ótimas cenas dramáticas. Mas sua personagem, mesmo sendo a grande protagonista do filme, fica em segundo plano de tudo o que o filme quer contar, se assemelhando muito com uma coadjuvante. 

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

OSCAR ALTERNATIVO: Melhor Atriz Principal - 1943





Joan Fontaine
Jane Eyre
(Jane Eyre)


Visão Geral: Quanto mais conheço a carreira de Joan Fontaine, mais viro fã e mais me surpreendo que seu único óscar veio por seu único deslize. Jane Eyre traz Fontaine com as suas já conhecidas habilidades românticas e Orson Welles numa performance bastante teatral. E apesar de Welles ser um mito, Fontaine rouba o filme para si misturando obscuridade, romantismo, carisma e dramaticidade ao criar uma multifacetada Jane Eyre, personagem título de um famoso romance inglês. Como sempre, é a atriz prestando serviço a contos que valorizam a mulher e sua emancipação, da maneira mais sútil e apaixonada que uma atriz pode fazer.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

OSCAR ALTERNATIVO: Melhor Atriz Principal - 1960






Jean Seberg
Acossado
(À bout de souffle / Breathless)
★★★½

Visão Geral: Acossado foi uma das maiores surpresas que tive ao assistir a um filme. Jurava que ia detestar, já que nenhum filme da nouvelle vague francesa tinha me ganhado até então, e esse, por ser o maior representante desse movimento cinematográfico, me fez ir com expectativa nenhuma. A verdade é que é um filme muito interessante de se assistir, que parece ser sobre nada, mas que nos preenche de maneira estranhamente prazerosa. Sua aura sexual fortíssima pedia o ultra sexy Jean-Paul Belmondo e a divina Jean Seberg, ambos inovando com atuações que influenciariam o cinema francês. Jean Seberg está apaixonante com seu sotaque americano e seu cabelo joãozinho, confortável ao lado de Belmondo numa química explosiva. Toda a sequência do quarto é deslumbrante e inesquecível, e que garante a Seberg os melhores momentos de sua carreira.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

OSCAR ALTERNATIVO: Melhor Atriz Principal - 1997






Sigourney Weaver
Floresta Negra
(Snow White: A Tale of Terror)
½

Visão Geral: Floresta Negra entrou na onda que vigorou no meio dos anos 90 de adaptar contos de fadas em filmes de terror, mas é com certeza o mais mainstream de todos, já que traz Sam Neal, Sigourney Weaver e uma lindíssima Monica Keena. O filme foca na rivalidade entre madrasta e enteada, fazendo da personagem de Weaver uma grandíssima vilã de filme de terror. Weaver está assustadora, muitas vezes sua personagem fica muito unidimensional, impedindo Weaver de explora-la por inteiro, mas eu não consigo ver nenhuma outra atriz nesse papel, já que Weaver assusta só com o olhar. A cena em que a madrasta entrega a maçã é inesquecível.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

OSCAR ALTERNATIVO: Melhor Atriz Principal - 1932







Kay Francis
Ladrão de Alcova
(Trouble In Paradise)
★★★½

Visão Geral: Posso estar sozinho nesta, mas eu prefiro a performance de Kay Francis em Ladrão de Alcova a de Miriam Hopkins. É verdade que Hopkins tem o melhor papel, as melhores falas e os melhores momentos para brilhar, mas como de costume seu exagero a impediu de me conquistar inteiramente. Enquanto isso, em um papel mais contido, Kay Francis, com toda sutileza do mundo, arrasa. Até a sua aparição no filme, a impressão é de que Ladrão de Alcova optava por um humor mais escandaloso, mas Francis consegue dar um pouco de sofisticação a esta comédia e rouba a cena. E como cereja do bolo, Francis consegue dar profundidade a sua personagem na sequência final, que é genial, como tudo que Ernst Lubitsch fazia.

domingo, 7 de setembro de 2014

OSCAR ALTERNATIVO: Melhor Atriz Principal - 1981






Fanny Ardant
A Mulher ao Lado
(La Femme d'à côté / The Woman Next Door)
★ ★ ★ ★ 

Visão Geral: A Mulher ao Lado foi o último grande filme do cultuado diretor francês François Truffaut e que trazia Gerard Depardieu e Fanny Ardant como amantes. Os atores, que estavam no auge de suas belezas, vivem um casal que a princípio não parece ter muita química, mas em que ambos são capazes de criar uma relação conflituosa através disso. Ardant desenha sua mulher adúltera de maneira muito sutil, usando principalmente os olhos para explicar os motivos de sua personagem. Mas Ardant também consegue passear pelo lado mais dramático de sua personagem que culmina em uma cena em que ela se joga no jardim e começa a gritar desesperadamente. Uma cena que poderia não se encaixar no perfil da personagem, mas que Ardant e Truffaut fazem soar completamente plausível.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

OSCAR ALTERNATIVO: Melhor Atriz Principal - 1940





Barbara Stanwyck
Lembra-se Daquela Noite?
(Remember the Night)
★ ★ ★ ★ 

Visão Geral: Por mais que Lembra-se Daquela Noite? seja um filme mediano, ele é completamente indispensável para quem gosta de atrizes, já que traz Barbara Stanwyck usando todos os seus talentos em um único personagem. O filme é uma mistura de comédia, drama e romance, com Stanwyck vivendo uma moça de caráter dúbio. E por mais que o personagem já seja complexo de início, a atriz é capaz de torná-lo ainda mais interessante ao usar todas suas qualidades para a criação de um personagem que consegue ser mais profundo do que seu filme. Lembra-se Daquela Noite? é mais uma prova de que Barbara Stanwyck é uma das melhores e mais versáteis atrizes de Hollywood.


segunda-feira, 18 de agosto de 2014

OSCAR ALTERNATIVO: Melhor Atriz Principal - 1966






Lana Turner
Madame X
(Madame X)
★ ★ ★ ★ 

Visão Geral: Lana Turner era uma socialite, era esbanjadora, mantinha seu vício por sapatos, se casava diversas vezes e era prato cheio para a mídia da época. Conhecida por papéis de mulheres elegantes, sempre bem vestidas e amáveis, Lana conseguiu em Madame X, a oportunidade de mostrar um outro lado do seu trabalho, bem menos glamoroso. Lana não podia ser considerada uma atriz medíocre, apesar de ter mantido papéis parecidos durante boa parte de sua carreira, mas ela nunca tinha entregado um trabalho realmente arrasador como fez em Madame X, que é um filme regravado diversas vezes, mas que encontrou em Lana a melhor interprete da personagem título. Uma performance de cortar o coração, que eleva nível de um filme mal dirigido e às vezes cafona.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

OSCAR ALTERNATIVO: Melhor Atriz Principal - 1942






Carole Lombard
Ser ou Não Ser
(To Be or Not to Be)
★ ★ ★ ★ ★

Visão Geral: Ser ou Não Ser é mais um filme genial de Ernst Lubitsch. Que traz Carole Lombard e Jack Benny vivendo um casal de atores envolvido em um esquema político envolvendo a segunda-guerra. Clara referência para Bastardos Inglórios de Quentin Tarantino, o filme é uma junção de situações incríveis, muito bem orquestradas e cheio de atuações inspiradas. Carole Lombard interpreta uma diva e faz isso muito bem, apesar de o roteiro nunca lhe entregar os melhores momentos, a atriz consegue deixar um bom impacto. Esta atuação é ainda melhor do que a sua por Irene, A Teimosa (1936).

segunda-feira, 28 de julho de 2014

OSCAR ALTERNATIVO: Melhor Atriz Principal - 1955







Jean Simmons
A Cruz do Meu Destino
(Footsteps in the Fog)
★ ★  ★ ★

Visão Geral: Quanto mais conheço os trabalhos de Jean Simmons, mais me pergunto por que ela não se tornou uma queridinha da Academia nos anos 50. A atriz, que tem apenas duas indicações, trabalhou em filmes importantes, em que seus parceiros de cena eram indicados ao óscar e ela não. O caso mais assustador aconteceu em 1960, quando Elizabeth Taylor ganhou um óscar por Disque Butterfield 8 e Jean Simmons nem sequer foi indicada por Entre Deus e o Pecado - filme que deu óscar a Burt Lancaster. Em 1955, Simmons ganhou o Globo de Ouro de melhor atriz em musical por Eles e Elas, em que ela entregou uma boa performance, apesar das limitações da personagem. Somado a esse fato, Simmons estava no drama sombrio A Cruz do meu Destino, numa performance bastante consistente para um atriz tão jovem, mas nem isso fez com que ela recebesse sua primeira indicação ao óscar principal. No filme, Simmons vive uma empregada apaixonada por seu patrão, capaz de tudo para ficar com ele. Até hoje, nunca vi uma performance de Simmons que fosse abaixo da média, ela é uma das atrizes que mais sabem trabalhar com sutileza e inteligência.

domingo, 27 de julho de 2014


Oscar Alternativo


Depois de toda essa jornada classificando as cinco melhores atrizes de cada ano escolhidas pela Academia, eu decidi escolher as minhas cinco favoritas de cada ano. Na verdade, eu farei uma postagem para cada ano avaliando cinco performances muito elogiadas pela internet a fora e no final farei um ranking das cinco melhores do ano.

E o primeiro ano será 1955, um ano em que a Academia acertou bastante, mas que ainda assim, há outras grandes performances. E as não indicadas foram:

Martine Carol, Lola Montes
Vera Clouzot, Diabolique
Simone Signoret, Diabolique
Jean Simmons, Footsteps in the Fog
Jane Wyman, All That Heaven Allows


OSCAR: Melhor Atriz Principal - 1929



The Barker é um filme muito difícil de encontrar, por isso só classifiquei as outras cinco indicadas. Quando eu achar o filme de Compson, eu refaço o post.



Ruth Chatterton
Madame X
(Madame X)
★ ★ ★ ★

Visão Geral: Ruth Chartetton é, sem dúvida alguma, a pior atriz a já ter sido indicada ao óscar, e o pior é que não foi uma única vez. E, apesar de sua performance em Madame X não ser tão ruim quanto em Sarah and Son, Chatertton me provou mais uma vez que não serve para o cinema falado. Enquanto está calada, a atriz consegue transmitir muito bem os sentimentos da personagem, mas que ao abrir a boca se desmancha facilmente. Quando ela chora então, dá vontade de parar o filme e nunca mais chegar perto. Para piorar, sua personagem se torna alcoólatra, e apesar de não estar tão horrível como de costume, suas cenas como bêbada são completamente irritantes. Madame X é um filme que já foi filmado diversas vezes, mas para John Douglas Eames, autor de The MGM Story, Chatertton foi a que melhor defendeu o papel. Eu assisti apenas a versão de 1966 com a Lana Turner e posso dizer que ela se saiu 10 vezes melhor do que Chatertton...

sexta-feira, 25 de julho de 2014

OSCAR: Melhor Atriz Principal - 1935






Claudette Colbert
Mundos Íntimos
(Private Worlds)
★ ★ ★ ★ ★

Visão Geral: Apesar de Mundos Íntimos ser um filme muito melhor do que eu pressupunha, Claudette Colbert não entrega nada de especial em tela. Se tratando de Screwball Comedies, Colbert talvez seja a minha favorita, mas nos dramas ou romances açucarados, a atriz nunca me surpreende. Sua doutora é simpática, amistosa e decidida, mas isso nunca se torna algo profundo, pelo contrário, num filme que trata assuntos delicados para época, era necessária uma atuação mais envolvida e cheia de nuances.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

OSCAR: Melhor Atriz Principal - 1932






Lynn Fontanne
Só Ela Sabe
(The Guardsman)
★ ★ ★  ★

Visão Geral: Só ela Sabe conta a história de um casal de atores que vivem uma crise no casamento. O marido então, desconfiado de que a esposa estava descontente e a procura de outro homem, começa a se passar por um guarda russo para ver se ela se interessaria por ele. Para interpretar o casal, Alfred Lunt e Lynn Fontanne, marido e mulher na vida real, atores conhecidos pelo teatro e que tiveram sua única oportunidade no cinema falado em Só Ela Sabe. O casal tem química, obviamente, mas a caricatura que Lunt faz é bastante irritante, já Lynn tem uma participação mais natural, mais descontraída. Sua personagem é bastante debochada e divertida, e a única responsável por fazer o filme soar cômico como quer.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

OSCAR: Melhor Atriz Principal - 1930






Ruth Chatterton
Sarah e Seu Filho
(Sarah and Son)
★ ★ ★ ★

Visão Geral: Eu nunca pensei que entre todas as indicadas ao óscar de melhor atriz haveria uma performance tão ruim quanto a de Ruth Chatterton em Sarah e Seu Filho. Não consigo encontrar nada digno de se elogiar. O sotaque é horrível, a voz é horrível, as carretas são horríveis... Em um melodrama, com tanta coisa horrível, ficou impossível da atriz estabelecer qualquer momento realmente emocionante. A atriz não chora, não estabelece química com nenhum ator, não emociona, estraga o filme, irrita... Enfim, uma performance para nunca rever.

terça-feira, 8 de julho de 2014

OSCAR: Melhor Atriz Principal - 1936






Norma Shearer
Romeu e Julieta
(Romeo & Juliet)
★ ★ ★ ★

Visão Geral: Quando você pensa na história de amor entre Romeu e Julieta, você imagina Norma Shearer e Leslie Howard interpretando o casal? Eu não. Apesar de eles já terem funcionado como casal em outros filmes, em Romeu e Julieta a química é quase nula. Parece que temos dois filmes com cada um de um lado dizendo amar alguém que nunca aparece no filme, de tão inacreditável que é. Então toda a dramaticidade do filme parece forçada e toda a tragédia consequente parece pura besteira. Norma Shearer provou em Maria Antonietta que conseguia carregar um filme dramático nas costas, mas em Romeu e Julieta apenas vi uma atriz lendo suas falas da maneira mais forçada possível para fazer aquilo soar verdadeiro, mas no final das contas nada é. É verdade que o texto de Shakespeare não é fácil para ninguém e Shearer até poderia ser o tipo de atriz que manda bem nesse tipo de performance mais teatral e melodramática, mas neste filme nada soa verdadeiro para mim.