segunda-feira, 30 de junho de 2014

OSCAR: Melhor Atriz Principal - 1934



*Bette Davis não foi oficialmente indicada, mas depois permitiu-se que ela fosse inscrita, por conta da polêmica que a esnobada à sua performance gerou.


Bette Davis
Escravos do Desejo
(Of Human Bondage)
★ ★ ★ ★ ★

Visão Geral: Em 1934, a produtora de Bette Davis pouco acreditava que a atriz receberia uma indicação por Escravos do Desejo, acontece que sua performance conseguiu mover mundos e, posteriormente, foi considerada como concorrente não-oficial. Por mais que fique claro que  Bette Davis tenha trazido novos ares ao cinema, diferenciado do estilo Norma-Shearer-Gloria-Swanson de atuar, hoje isso faz pouquíssimo sentido. Davis estava em seu primeiro grande papel, já dando indicações de que seria uma mulher que viveria para o cinema, como aconteceu, mas a imaturidade da atriz é completamente evidente neste melodrama. Davis tem forte presença em tela, mas sua criação de personagem não é das melhores. Ela adiciona alguns maneirismos, mas eles não são tão bem feitos quanto nos melhores papéis da atriz. Sem contar que a performance vai ficando mais e mais exagerada com o passar do filme. Naquela época, ficou a impressão de que Davis deveria ter ganhado ao invés de Colbert, mas o tempo mostrou como a academia acertou neste caso.

domingo, 29 de junho de 2014

OSCAR: Melhor Atriz Principal - 1938





Fay Bainter
Novos Horizontes
(White Banners)
★ ★   ★

Visão Geral: No mesmo ano em que ganhou o óscar de coadjuvante por Jezebel, Fay Bainter foi a primeira atriz a concorrer em ambas as categorias no mesmo ano, tendo também sido indicada por Novos Horizontes como atriz principal, melodrama onde interpreta a mãe amorosa, tipo de papel que na época era garantia de indicação ao óscar. E esta é a única explicação para Bainter ter tirado a indicação de Katharine Hepburn por Levada da Breca, sua atuação mais hilária. Bainter tem sempre uma presença encantadora em seus filmes, com sua voz agradável e sua postura sempre sofisticada, tanto que ganhou um óscar merecido por um papel muito pequeno, mas sua personificação de uma mulher pobre e sem teto não é tão convincente e não ajuda a fazer de Novos Horizontes um filme melhor.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

OSCAR: Melhor Atriz Principal - 2005



E as indicadas foram...


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A General View: Coming Soon! 




Ranking dos filmes:
Walk The Line ½
Transamerica ★★½
Mrs. Henderson Presents 
North Country 
Pride and Prejudice ½

quarta-feira, 25 de junho de 2014

OSCAR: Melhor Atriz Principal - 1992



E as indicadas foram...


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A General View: Coming Soon! 




Ranking dos filmes:
Howards Ends 
Indochine ★★
Passion Fish 
Love Field 
Lorenzo's Oil ★★½

OSCAR: Melhor Atriz Principal - 1972



E as indicadas foram...


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A General View: Coming Soon! 




Ranking dos filmes:
Cabaret 
The Emigrants ★★
Sounder 
Lady Sings The Blues 
Travels With My Aunt ★★

OSCAR: Melhor Atriz Principal - 1948






Ingrid Bergman
Joana D'Arc
(Joan of Arc)
★ ★ ★ 

Visão Geral: Apesar de sua longa duração, Joana D'Arc não é um filme muito pesado de assistir, mas também não chega a ser nenhuma obra-prima. Como épico feito em technicolor, o filme já tinha tudo para me conquistar completamente, mas não fez, nem Ingrid Bergman foi capaz de isso fazer com sua guerreira religiosa. Bergman é o tipo de atriz que chora muito bem, mas isso dificilmente é feito de uma maneira profunda. Muitas vezes, em Joana of Arc, fica parecendo que nas cenas de choro o que a gente ouve é "Oi! Eu sou Ingrid Bergman e sei chorar muito bem", ao invés de uma personificação que ultrapasse a barreira personagem-atriz. Na segunda metade, a performance melhora muito e comecei a me compadecer mais com sua personagem, mas, ainda assim, o todo me impediu de amar esta performance.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

OSCAR: Melhor Atriz Principal - 1957





Elizabeth Taylor
A Árvore da Vida
(Raintree County)
★ ★ ★ ★ 

Visão Geral: A Árvore da Vida é um épico esquecido. E obviamente a maior pretensão de um épico é se tornar inesquecível, ainda mais um que escala Montgomery Clift, Elizabeth Taylor e Eva Saint Marie para os papéis principais. Taylor carrega a mesma carga de imaturidade de Woodward, mas também entrega boas cenas. Quando os momentos mais dramáticos chegam é que a performance perde grande parte do brilho. Taylor antecipa todo exagero que usaria a exaustão em De Repente, No Último Verão e fez com que sua performance perdesse metade da nota que eu pretendia lhe dar. Essa é com certeza a pior indicação de Taylor.

terça-feira, 17 de junho de 2014

OSCAR: Melhor Atriz Principal - 2003



E as indicadas foram...


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A General View: Coming Soon! 




Ranking dos filmes:
Monster ½
In America 
21 Grams ★★
Something's Gotta Give 
Whale Rider ★★½

sábado, 14 de junho de 2014

OSCAR: Melhor Atriz Principal - 2008






Angelina Jolie
A Troca
(Changeling)
★ ★ ★ ★ 

Visão Geral: A Troca conta uma história interessantíssima, mas tem uma das estruturas mais mal feitas que eu já vi em um filme, o que é estranho, já que o diretor é Clint Eastwood, um dos homens mais talentosos que já existiu. Angelina Jolie nos proporciona os melhores e os piores momentos entre as candidatas. A atriz consegue se livrar da aura de estrela-que-adora-fazer-carão e entra na personagem. Até aí tudo bem, a imagem que ela transmite é realmente muito interessante, o problema é quando ela tem que desempenhar as cenas mais emocionantes, algumas delas são bem difíceis de engolir. Ainda assim, é uma performance muito melhor do que costumam considerar.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

OSCAR: Melhor Atriz Principal - 1949






Jeanne Crain
O Que a Carne Herda
(Pinky)
★ ★ ★ 

Visão Geral: Após dirigir o vencedor do Óscar de melhor filme A Luz é Para Todos em 1947, Elia Kazan não pareceu satisfeito e em 1949 dirigiu outro filme sobre preconceito: O Que a Carne Herda. E apesar de não ser agraciado com um óscar, O Que a Carne Herda é superior ao seu antecessor. Mesmo que com mais falhas evidentes, o filme consegue passar sua mensagem muito bem. A maior falha é a escalação de Jeanne Crain para o papel principal. Um filme que pretende criticar o preconceito racial a negros e ao mesmo tempo escala uma atriz branca dos olhos claros para o papel principal é no mínimo contraditório. É difícil dar credibilidade quando a personagem diz com pompa e circunstância "Eu sou negra!". Nem Elia Kazan estava satisfeito com a escalação de Crain, dando a entender que ela era doce demais, por isso fraca para o papel. E realmente, para a imponência que Pinky quer mostrar na segunda metade do filme, Jeanne Crain mantém o mesmo tom sonso durante todo o filme. É difícil acreditar que com tudo isso eu ainda goste do filme, só Kazan mesmo.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

OSCAR: Melhor Atriz Principal - 1942






Rosalind Russell
Solteiras às Soltas
(My Sister Eileen)
★ ★ ★ ★ 

Visão Geral: Para compensar a esnobada a sua performance em Jejum de Amor (1940), Rosalind Russell recebeu da Academia sua primeira indicação por Solteiras às Soltas, adaptação da peça protagonizada por Shirley Booth. Apesar do seu latente talento para a comédia, Russell fez todas as escolhas erradas possíveis para dar vida à irmã de Eileen. A performance nos engana nos primeiros 30 minutos, nos fazendo crer que haverá um crescimento, mas a atriz perde a mão e o resultado é uma performance completamente inconsistente. Russell tenta colocar graça em cada frase dita ou em cada situação vivida pela personagem, o que muitas vezes parece forçado. Ainda por cima, sua única cena dramática é vergonhosa. É decepcionante dizer, mas Russell errou a mão na comédia e a Academia escolheu a hora errada para sua indicação de estreia.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

OSCAR: Melhor Atriz Principal - 2009



E as indicadas foram...


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A General View: Coming Soon! 




Ranking dos filmes:
An Education ★★
The Last Station ★★
Julie and Julia ½
Precious ½
The Blind Side ½

OSCAR: Melhor Atriz Principal - 2000





Julia Roberts
Erin Brockovich
(Erin Brockovich)
★ ★ ★ ★ 

Visão Geral: Eu não era o maior detrator de Julia Roberts em Erin Brockovich até que revi o filme. Da primeira vez eu até me diverti com a performance num geral, mas com a revisão, pude perceber o quanto a performance de Julia é toda errada. Erin Brockovich é um personagem real, ao interpretá-la, Julia teria que sair de sua zona de conforto (sempre interpretar ela mesma) e dar vida a uma mulher comum. Durante a primeira hora de filme a única coisa que vemos é Julia sendo ela mesma ao invés de construir Erin Brockovich. Por isso, temos uma hora de uma das atuações mais irritantes já indicadas. Na segunda metade do filme, Julia melhora consideravelmente, mas os erros iniciais prejudicam o desempenho num geral. Sem contar que as cenas em que a personagem disserta são horríveis, completamente mal ensaiadas e robóticas. É engraçado que Julia Roberts tenha dado uma "performance de estrela" justo em um personagem tão simples. Só Julia Roberts mesmo. Vai entender!

domingo, 8 de junho de 2014

OSCAR: Melhor Atriz Principal - 1966






Vanessa Redgrave
Deliciosas Loucuras de Amor
(Morgan: A Suitable Case for Treatment))
★ ★ ★ 

Visão Geral: Lynn e Vanessa Redgrave, irmãs na vida real, tiveram suas primeiras indicações ao óscar no mesmo ano. Ambas em comédias inglesas, elas tinham pouca chance perto de Taylor, mesmo Vanessa tendo vencido o prêmio em Cannes por Deliciosas Loucuras de Amor, o que inclusive é um absurdo. Vanessa tem forte presença no filme, é a coisa mais interessante dele, mas isso não diz muito. O roteiro não disponibiliza nada que a atriz possa utilizar em termos de atuação, e sua beleza e inspiração não justificam nada do que a personagem significa para o filme. Já Lynn, em Georgy, a Feiticeira, seria uma ótima vencedora em um ano mais fraco. Mesmo claramente inexperiente, a atriz usa sabiamente isso para a construção da insegura Georgy, que passa uma fase de transição entre a adolescência e a vida adulta. Georgy é uma personagem bastante real, mesmo para um filme que às vezes opte por algumas caricaturas. Todas as relações que a personagem estabelece com os coadjuvantes são muito admiráveis, e isso graças à sensibilidade de Lynn misturada a uma espontaneidade cômica muito bem trabalhada.

sábado, 7 de junho de 2014

OSCAR: Melhor Atriz Principal - 1933






Diana Wynyard
Cavalgada
(Cavalcade)
★ ★ ★ 

Visão Geral: Cavalgada é constantemente tido como o pior filme a ter vencido o Óscar de Melhor Filme, na época chamado de Prêmio para Excelente Produção. Realmente, talvez como produção, Cavalgada tenha algum valor, mas como conjunto da obra, o filme é um amontoado de pretensões descabidas que não dizem nada com nada. O incrível é que a premissa é interessantíssima: 30 anos da história inglesa acompanhada através de uma rica família britânica. Mas é realmente só a premissa que é interessante, porque o filme é uma junção de cenas dramáticas mal escritas separadas por números musicais despropositados. No meio de tudo está Diana Wynyard, interpretando a matriarca da família. Dizer que a atriz está ruim seria um exagero, já que, mesmo que com um jeito antiquado de atuar, ela consegue desempenhar bem o que é pedido. Mas a falta de nexo impede a atriz de achar o elo entre a personagem, o filme e a mensagem que ele quer passar. Tentei dar uma nota mais alta, mas percebi como esta performance é esquecível, então, as duas estrelas me contentam.

OSCAR: Melhor Atriz Principal - 1945






Jennifer Jones
Um Amor em Cada Vida
(Love Letters)
★ ★   

Visão Geral: Um Amor em Cada Vida é aquele típico melodrama que se apoia em um suspense pra contar sua história de amor. E assim como À Meia Luz (1944) e Suspeita(1941), este estilo de filme dificilmente me ganha. E enfim descubro que realmente Jennifer Jones só recebeu outras indicações depois de sua vitória por A Canção de Bernadette, porque a academia gostava de indicar suas vencedoras diversas vezes para dar credibilidade às suas escolhas. Esta é a quarta indicação de Jennifer que avalio e a terceira que me decepciono. Apesar de ser uma atriz que recebia muitas oportunidades, de personagens fortes e diferentes, foi só com Bernadette, em que esteve em sua zona de conforto, que ela se saiu realmente bem. Em Um Amor em Cada Vida, Jones usa as mesmas características que usou pra interpretar Bernadette, mas o que funcionou naquele drama religioso, não funcionou nesse suspense romântico. Sua personagem tem amnesia e atriz escolhe um tom de voz sonso para mostrar isso, mas o que era pra ser convincente, se torna irritante e prejudicial ao mistério que o filme guarda.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

OSCAR: Melhor Atriz Principal - 1997






Julie Christie
O Despertar do Desejo
(Afterglow)
★ ★   

Visão Geral: Julie Christie ganhou o prêmio de melhor atriz dos críticos de Nova Iorque por O Despertar do Desejo, em um ano em que os prêmios se dividiram bastante entre todas as candidatas, o que inclusive gerou a vitória de Hellen Hunt. Mas a verdade é que, mesmo sendo a melhor coisa do filme, a performance de Christie é bastante esquecível. Nick Nolte e Lara Flynn Boyle puxam o filme a todo o tempo para baixo, mas é só Julie Christie aparecer, que temos um motivo para prestar atenção. Como sempre, Christie não opta pelo óbvio e deixa uma boa impressão. Em um filme melhor, o esforço teria dado resultados bem mais prazerosos.