quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

OSCAR: Melhor Atriz Principal - 2014





Reese Witherspoon
Livre
(Wild)

Visão Geral: A performance de Reese Witherspoon em Wild é um estranho caso, não tão raro, mas decepcionante, de uma atuação que parece perfeita, mas que se olharmos bem de perto, encontramos mais defeitos do que imaginávamos. Batendo o olho, Reese está crível: com ótima caracterização, com beleza amadurecida para o tipo de papel e convence até certo ponto nos flashbacks. Mas terminando o filme, o que senti foi nada, nenhuma compaixão pelas tragédias da vida da personagem, nem condescendência por suas escolhas. A atriz, o filme e o roteiro não passam a dimensão dos dramas da personagem, nem qual é a conexão dela com a natureza e seu encontro com a liberdade. Witherspoon e o diretor de Livre merecem crédito pelo engajamento, nunca fazendo da história melodramática demais, nem deixando a personagem parecer apenas mais uma mimada, mas o filme como um todo foge do público, que fica tentando encontrar seu papel numa experiência cinematográfica decepcionante.

sábado, 17 de janeiro de 2015

OSCAR ALTERNATIVO: Melhor Atriz Principal - 1954






Joan Crawford
Johnny Guitar
(Johnny Guitar)

Visão Geral: Johnny Guitar é talvez o filme mais cult dos anos 50. Mas não tinha como ser diferente, um filme completamente atípico para sua época não poderia deixar de se tornar um clássico cult. Espanta-me que uma atriz clássica, que quase sempre estava em melodramas hollywoodianos, tenha aceitado fazer esse papel tão transgressor. Apesar de o personagem título ser de Sterling Hayden, é a inimizade mortal entre as personagens de Joan Crawford e Mercedes McCambridge o foco do filme. Ambas as atrizes em atuações completamente masculinizadas, fazendo leitura de um texto com diálogos que poderiam facilmente cair no ridículo, mas de maneira a fazer aquilo soar pelo menos plausível. Apesar de concordar com a maioria dos amantes do filme e desta performance, que ela é bastante inovadora e que carrega o filme nas costas, não consigo amá-la. Talvez eu prefira Crawford mesmo em filmes noir ou melodramas clássicos.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

OSCAR ALTERNATIVO: Melhor Atriz Principal - 1935






Ann Harding
O Sonho Eterno
(Peter Ibbetson)
★★★½

Visão Geral: Um Sonho de Amor Eterno ousou em Hollywood ao apresentar um plano onírico em um filme que inicialmente tem uma estrutura bastante usual. E apesar do protagonista ser o ator que considero o mais superestimado de sua geração, a direção e o roteiro são capazes de esconder as limitações do ator que no final  entrega uma boa performance romântica ao lado de Ann Harding, que mesmo com pouco tempo em tela, entrega a atuação de sua vida, com sua presença quase fantasmagórica e sua beleza clássica. Quando o filme se revela bastante surpreendente, Harding segura às cenas dramáticas muito bem, mas nunca exagerando ou sendo óbvia. Receberia uma nota mais alta se o papel não fosse tão limitado pelo roteiro.