domingo, 29 de março de 2015

OSCAR ALTERNATIVO: Melhor Atriz Principal - 1984






Maggie Smith
Meu Reino por um Leitão
(A Private Function)

Visão Geral: Quem assistiu Viagens com a Minha Tia, pode imaginar que Maggie Smith pode ser insuportável como comediante. Meu Reino por um Leitão prova o contrário. Em parceria com um dos integrantes do Monty Python, Michael Palin, Smith participa de sua comédia mais inteligente e que faz forte crítica social. Mesmo que Palin seja 'o cara da comédia', Smith não fica por baixo, tanto que suas cenas juntos são de igual para igual com momentos hilários, principalmente os que seus personagens tentam matar o leitão do título. Maggie Smith ganhou por este filme um dos seus vários BAFTA's e merecidamente, ela está demais.

sábado, 28 de março de 2015

OSCAR ALTERNATIVO: Melhor Atriz Principal - 1929





Betty Compson
Gabbo, o Grande
(The Great Gabbo)
½

Visão Geral: Betty Compson concorreu ao Oscar em 1929 pelo filme The Baker, onde dizem que ela interpretava na verdade um papel coadjuvante. Infelizmente só há uma cópia do filme e ela não ronda pela internet. No mesmo ano temos sua primeira incursão no cinema falado, onde co-protagonizou ao lado de Erich Von Stroheim o filme que conta a história de um ventríloquo de personalidade depreciativa, Gabbo, o Grande. Compson interpreta a assistente e namorada de Gabbo, o ventríloquo, mas acaba o abandonando por conta de sua personalidade. Posso classificar o filme como uma comédia/musical com conteúdo suficiente para se tornar drama em determinados momentos. Tanto Strohiem quanto Compson foram capazes de fazer muito bem a transição do cinema mudo para o falado, onde entregam performances que entretém e não irritam, como a maioria dos primeiros filmes falados.

terça-feira, 24 de março de 2015

OSCAR ALTERNATIVO: Melhor Atriz Principal - 1947






Rita Hayworth
A Dama de Xangai
(The Lady from Shanghai)
½

Visão Geral: Rita Hayworth, infelizmente, ainda tem como sua melhor performance Gilda, o que não é grande coisa visto que a atriz não está tão incrível assim no filme. Em A Dama de Xangai, uma oportunidade incrível de vermos sua melhor atuação foi perdida quando o estúdio para qual Orson Welles trabalhava editou canalhamente um filme de 2 horas e meia, fazendo-o ter quase metade de sua duração. Hayworth nunca esteve mais linda do que aqui no meu ponto de vista, o loiro lhe caiu muito bem e seu envolvimento amoroso com Orson Welles a fez estar em estado de graça durante todo o filme, gerando até uma cena lindíssima e inesquecível em que sua personagem canta. A inconsistência de todo material prejudicam a experiência, porque muitas das atitudes da personagem parecem pouco críveis e os esforços nas cenas dramáticas, que são admiráveis e das melhores coisas que a musa já fez, parecem em vão.

domingo, 22 de março de 2015

OSCAR ALTERNATIVO: Melhor Atriz Principal - 2007







 Amy Adams
Encantada
(Enchanted)
★★½

Visão Geral: Encantada é um dos melhores filmes recentes da Disney, muito maior do que parece e que pretende, e traz Amy Adams em sua melhor performance. Posso estar prestes a ser avacalhado pelos fãs que vão dizer que uma das atrizes mais importantes da atualidade merece reconhecimento por projetos mais profundos, mas não retiro o que disse.  Posso até concordar que sua atuação em Dúvida no ano seguinte está em pé de igualdade, ainda assim os méritos tanto técnicos quanto emocionais devem ir todos para sua Encantada. Adams conseguiu reunir toda a aura mágica dos clássicos da Disney e transportar para sua mocinha. Um trabalho que uma atriz teria que fazer em uma dublagem de uma animação de contos de fadas, Adams faz além, trabalhando o gestual e o corporal. O resultado é uma performance engraçadíssima, apaixonante e que me faz dizer que o estilo de Adams, mesmo me irritando algumas vezes, pode ser usado para algo extraordinário.

domingo, 15 de março de 2015

OSCAR ALTERNATIVO: Melhor Atriz Principal - 1948






Vivien Leigh
Anna Karenina
(Anna Karenina)
★★

Visão Geral: Anna Karenina é uma das obras literárias mais adaptadas para o cinema. Duas atrizes que foram praticamente da mesma geração interpretaram a personagem principal no cinema, Greta Garbo em 1935, que eternizou a personagem nas telonas, e Vivien Leigh em 1948, que foi muito criticada na época em comparação a Garbo. Depois de assistir ambas, não vejo muita diferença de qualidades em suas performances, são duas grandes atrizes fazendo o que sabem melhor, mas Leigh sofreu desvantagens que Garbo passou longe de ter. Enquanto Garbo teve Fredric March como par, Leigh dividiu a cena com um ator mediano que não atendeu as expectativas. Enquanto Garbo estava num filme mais enxuto e mais bem produzido, o filme de Leigh era muito longo e cansativo. Então tudo que eu disse sobre Garbo, serve para Leigh, ambas foram convincentes nos sentimentos de Anna Karenina como mulher romântica e como mãe. Ainda estou para ver qualquer coisa que Vivien Leigh tenha feito de errado.

sexta-feira, 6 de março de 2015

OSCAR ALTERNATIVO: Melhor Atriz Principal - 1971






Jessica Walter
Pervesa Paixão
(Play Misty for Me)
★★½

Visão Geral: Jessica Walter é uma entre muitas atrizes que quando aparecem em Hollywood causam um burburinho, mas que no fim não ganham grandes proporções. Em 1966, quando estrelou ótima em Grand Prix e The Group, foi indicada ao Globo de Ouro como novata que mais prometia. Mas, a baixa qualidade dos filmes que participava e uma ligação muito forte com o mundo da televisão a afastaram de Hollywood, deixando de ser reconhecida por sua tremenda performance em Perversa Paixão. É verdade que o filme de Clint Eastwood não chega perto de Atração Fatal e Louca Obsessão (filmes de tema semelhante), mas temos uma protagonista que vale e muito a assistida. Walter já havia me provado em The Group que podia exagerar em cena sem deixar suas personagens soarem surreais. Como Kathy Bates e Glenn Close, as obsessões dessas personagens são incrivelmente reais em suas estranhezas, e justamente pelo cuidado das atrizes em fazer tudo soar verossímil. Adoro esse tipo de papel, pois quase sempre são entretenimento puro, mas não consigo colocar no mesmo patamar de Close e Bates, em duas das melhores atuações da história. Ainda assim, esta é uma performance que nos deixa completamente interessado no trabalho de uma atriz que foi pouco aproveitada pelo cinema.

quarta-feira, 4 de março de 2015

OSCAR ALTERNATIVO: Melhor Atriz Principal - 1941






Wendy Hiller
Major Barbara
(Major Barbara)
★★

Visão Geral: Wendy Hiller, depois de ser indicada ao Óscar em 1938 por Pigmalião, demorou a conseguir sua segunda indicação, que só veio 20 anos depois junto com a vitória. A verdade é que Hiller esteve em pelo menos dois sucessos ingleses que poderiam ter lhe dado uma indicação, em 1945 com Eu sei Onde Fica o Paraíso e em 1941 com Major Barbara. Por mais que a segunda metade do filme se transforme descaradamente propaganda, na primeira hora Hiller tem a chance de criar sua personagem militante muito bem, preenchendo tanto o lado cômico quanto emocional de Barbara. Infelizmente o personagem de Robert Morley rouba o filme na segunda parte e a performance de Hiller fica prejudicada no todo, mas ainda assim uma ótima atuação de uma grande atriz inglesa.

terça-feira, 3 de março de 2015

OSCAR ALTERNATIVO: Melhor Atriz Principal - 1973






Julie Christie
Inverno de Sangue em Veneza
(Don't Look Now)
★★

Visão Geral: Inverno de Sangue em Veneza é considerado um filme de terror atípico. Sua história que de principio parece um melodrama, na verdade se revela assustadora e intrigante. Donald Sutherland e Julie Christie são dois dos melhores atores de sua geração e têm aqui as performances consideradas as melhores de suas carreiras. É verdade que sem o talento dos dois, os personagens e o filme, completamente estranho, seriam um desastre, mas a verdade é que não amo a ambas as atuações de maneira alguma. Por mais única que seja a abordagem de Christie para uma mãe traumatizada pela morte da filha, o filme, o roteiro e a edição estão sempre em primeiro plano ao invés do desenvolvimento particular da personalidade de cada personagem. Com isso, Christie faz o possível com o material, mas há sempre um vestígio da falta de foco nos personagens por si sós. E apesar de adorar o filme e de ambos os atores contribuírem para fazerem da história algo crível, é muito mais pela direção que gosto dele. Ainda assim, vale citar uma das cenas de sexo mais cruas e verdadeiras que já vi, tamanha a entrega dos atores.

segunda-feira, 2 de março de 2015

OSCAR ALTERNATIVO: Melhor Atriz Principal - 1938






Luise Rainer
A Grande Valsa
(The Great Waltz)
★★★½

Visão Geral: Com a morte recente de Luise Rainer, resolvi homenageá-la vendo sua pouco falada performance em A Grande Valsa. Mesmo sendo apenas um ano depois de seu segundo óscar, e tendo sido indicado pela Academia em outras categorias, A Grande Valsa não garantiu a Rainer uma terceira indicação. É verdade que o estilo da atriz é fascinante, tendo estregue duas das melhores performances da sua época, mas sua carreira foi brevemente interrompida. Como em seus outros dois filmes, Rainer interpreta uma personagem quase coadjuvante, mas que consegue roubar o filme.  Sua veia melodramática e seu sotaque delicioso são as melhores coisas de uma pequena performance que poderia ter sido nada, mas é comovente. Se Rainer tivesse continuado no cinema teria nos dado outras grandes performances, e em sua longuíssima vida nos entristece por tanto tempo longe do cinema.

domingo, 1 de março de 2015

OSCAR ALTERNATIVO: Melhor Atriz Principal - 1963






Brigitte Bardot
O Desprezo
(Contempt / Le mépris)
★★

Visão Geral: Meu começo com Godard foi bastante turbulento, já que achava seus filmes um saco, mas, depois de Acossado e uma súbita paixão por este título e seus personagens, me vi mais interessado em descobrir suas grandes obras. O Desprezo é um dos filmes mais detalhistas e multifacetados que já vi, em que Godard abriu mão de Ana Karina e Jean-Paul Belmondo para poder fazer seu filme mais intimista, sobre cinema, relacionamento e, sobretudo, DESPREZO. Em um filme tão pessoal, o diretor conseguiu uma proeza: ser completamente universal. Seu filme consegue falar de desprezo de todas as maneiras possíveis e é com Brigitte Bardot e Michel Picolli em brilhantes atuações que entramos no universo colorido, tedioso e sufocante de O Desprezo. Bardot, vivendo Camille, se consagrou como atriz no filme em que mais apareceu nua. Sua caracterização é tão chamativa e sua performance tem tanta magnitude que por muito tempo se confundiu Brigitte com Camille, como a atriz costumava ser chamada por alguns. Bardot já esteve melhor em outros filmes, como A Verdade (1960), mas nada do que ela tenha feito antes ou depois foi tão marcante. Mas, sua maior conquista mesmo foi conseguir extrair o máximo de um personagem limitado, todo o desprezo que Camille sente e que o personagem de Picolli sente por ela é demonstrado pela atriz de maneira única. Tenho admirado cada vez mais o trabalho de uma das mulheres mais conhecidas dos tempos modernos, mas também uma grande e subestimada atriz.